O sistema de portas de plataforma presente na Linha 5-Lilás do Metrô passou a ser usado de forma plena, em todas as estações do ramal, desde 2022. Segunda-feira agora (6) um homem ficou apreendido entre a porta de plataforma e o trem na estação Campo Limpo, acabou sendo atingido através do trem e morreu. Essa foi a primeira vez que um acidente fatal como este ocorreu nas linhas operadas através da ViaMobilidade, afirmou a concessionária que também opera a Linha 4-amarela. As portas têm como objetivo trazer maior segurança. O sistema usado na Linha Lilás chama-se Plataform Screen Door (PSD). No site da marca, as portas são descritas como um “sistema que evita a queda de passageiros ou objetos no lado da via através da instalação de paredes fixas e portas automáticas entre a plataforma e a via”. As PSD são sincronizadas com a abertura e fechamento das portas do trem.
As portas possuem um sensor de movimento de obstrução, mas ele funciona exclusivamente para impedir que os trens partam com as portas abertas. Não existe sensores no vão entre a porta da plataforma e a porta do trem. Por esse motivo, o sensor não foi ativado no caso desta segunda-feira, explicou a ViaMovilidade. Já na Linha 2-Verde do Metrô de São Paulo, operada através do governo estadual, já ocorreu de uma passageira ficar apreendida entre a porta de segurança e a do vagão, no mês de março deste ano. O incidente ocorreu na Estação Vila Prudente. Na ocasião, o Metrô informou que a mulher não teve ferimentos e foi retirada com apoio do time da companhia. A superlotação das plataformas e trens, no entanto, colabora para uma redução na segurança. “Mas este é um problema inerente a qualquer mega metrópole do mundo”, segundo ele.
Outras linhas também tem portas de plataforma
Além da Linha 5-Lilás, as Linhas 4- Amarela, também operada através da ViaMobilidade, e a 15- Prata (monotrilho) possuem o sistema em todas as suas estações. Já as Linhas 1-Azul, 2-Verde e 3-Vermelha possuem portas de plataforma em algumas de suas estações. No mês de fevereiro deste ano, as portas de plataforma começaram a ser instaladas na Sé, uma das estações mais movimentadas da capital. Outras grandes estações como a Palmeiras-Barra Funda, Corinthians-Itaquera e Tamanduateí também já têm o sistema de segurança.
Em 2019, quando foram contratadas, o governo de São Paulo afirmou que essas portas são equipamentos de segurança que permitem “a redução do número de interferências na via, aumentando a regularidade da circulação dos trens e a segurança dos usuários”. Conforme o contrato, as portas contratadas para as linhas Azul, Verde e Vermelha precisam ter 2,10 metros de altura, sensor de presença de pessoas no vão entre os trens e as portas e transparência mínima de 70% nas regiões das fachadas.
*Com informações do Estadão Conteúdo
Postado por Sarah Paula
Fonte: JovemPan

