O óbito dos estudantes Martins, Miragaia, Dráusio e Camargo em um protesto contra Getúlio Vargas tornou-se símbolo do movimento que articulou o conflito armado por uma nova Constituição
Getúlio Vargas estava governando, sem uma Constituição desde 1930, com autoritarismo, centralização do poder e intervencionismo. Dissolveu o Congresso Nacional, destituiu os governadores eleitos e nomeou interventores federais para governar São Paulo.
O povo estava insatisfeita, queria a volta do País a normalidade, exigia a convocação de uma nova Assembleia Constituinte para criar uma nova Carta Magna, uma nova Constituição para limitar os poderes do Governo Provisório.
Os políticos, fazendeiros e a elite paulistana haviam perdido seu protagonismo e os cidadãos estava se manifestando contra o governo, quando na segunda-feira, 23 de maio de 1932, um protesto contra o Governo Vargas, resultou no óbito dos estudantes Martins, Miragaia, Dráusio e Camargo.
O óbito dos estudantes MMDC tornou-se símbolo do movimento que ganhou o suporte maciço dos paulistas e em 9 de julho do mesmo ano, deu-se começo ao conflito
armado.
Os estudantes que hoje têm seus nomes inclusos no livro de Heróis da Pátria são: Mário Martins de Almeida, fazendeiro de 31 anos;
Euclides Miragaia, auxiliar de cartório, 21 anos;
Dráusio Marcondes de Sousa, ajudante de farmácia, 14 anos, e Antônio Américo Camargo de Andrade, comerciário, 30 anos.
Quinta-feira agora, 9 de julho de 2026, será feito no Ibirapuera, o desfile cívico em celebração aos 94 anos da Revolução Constitucionalista de 1932. Além das cerimônias cívicas, são realizadas homenagens e honras fúnebres aos combatentes e aos estudantes MMDC de frente e dentro do Monumento Mausoléu, no Ibirapuera. O Obelisco é um monumento de 72 metros de altura, sobre gramado circular, tem forma de espada erguida sobre o chão e simboliza a maior vitória política de São Paulo.
São Paulo celebra no Obelisco, 94 anos da Revolução Constitucionalista de 1932
Fonte: Jornaldomomento

