Município questiona frota parada e falta de respostas diante de novo apagão que afetou mais de 2 milhões de pessoas.
A Prefeitura Municipal de São Paulo, com o auxílio da Procuradoria Geral do Município (PGM), notificou a Aneel e a Enel pedindo explicações sobre a grande quantidade de veículos da concessionária que permaneceram parados na garagem enquanto mais de 2 milhões de unidades consumidoras estavam sem energia. O documento enviado na próxima quarta (10) pede esclarecimentos formais em até 48 horas.
De acordo com a PGM, a situação verificada durante do dia evidenciou que exclusivamente uma pequena parte da frota de atendimento estava nas ruas para lidar com quedas de árvores, galhos sobre a rede elétrica e demais reparos emergenciais. A notificação destaca a necessidade de equipes e equipamentos adequados para diminuir o tempo de interrupção e o impacto sobre os cidadãos.
O texto também relembra que episódios de grande escala já haviam afetado a capital no mês de novembro de 2023 e outubro de 2024, ocasiões em que a demora da Enel na recomposição do fornecimento já havia sido indagada judicialmente pela cidade.
A Prefeitura Municipal reforça que vem adotando medidas desde o ano passado para exigir respostas concretas da concessionária. Entre as ações já direcionadas estão ofícios ao Tribunal de Contas da União e à Aneel pedindo maior fiscalização do contrato de concessão, aplicação de multas e até o cancelamento do contrato da Enel no município de São Paulo.
Neste ano, o prefeito Ricardo Nunes também tratou do tema em Brasília com o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, e apresentou ao presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira, uma proposta que altera a lei de concessões para ampliar a autonomia das cidades na escolha e fiscalização das empresas fornecedoras de energia.
A Gestão Municipal já havia solicitado ao Procon-SP a aplicação de multas através da demora da Enel em restabelecer o serviço depois de apagões anteriores. No âmbito judicial, o município ingressou com ação exigindo um plano de contingência e um cronograma preventivo para o momento de chuvas, pedido que foi acatado através da Justiça.
Prefeitura cobra ação da Enel
Fonte: Desenvolveitaquera

