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Itaquera

O pioneirismo no comércio de Itaquera

18 de Abril, 2025
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Aqui pretendemos que os leitores possam contar suas experiências ou de seus familiares junto a estes desbravadores do comércio de Itaquera. 

Loja louças

Hoje o comércio em Itaquera é expressivo e cresceu em linha com o desenvolvimento do bairro e de sua população, mas não foi sempre assim, num passado não muito distante o comércio em Itaquera era bem limitado, onde se podia comprar itens básicos para suprir as necessidades importantes das famílias. Qualquer compra mais sofisticada ou mesmo simples, mas diferenciada, tinha que ser feita ou em São Miguel ou na Penha, que já possuíam um comércio mais desenvolvido, ou então tinha que ir para o município, como chamávamos o centro de São Paulo. 

Poderíamos classificar aqui por tipo de comércio, contudo prefiro listar aleatoriamente aqueles que mais ficaram em nossa memória. 

Comprávamos pão nas padarias do Gaspar, na antiga 25 de março, ou na Padaria Vencedora, na esquina perto da passagem de nível. Agora, minha boca salivou somente ao lembrar aqueles doces maravilhosos que ficavam ali na vitrine da Vencedora. Passava por ali e ficava namorando a vitrine, mas não tinha dinheiro para comprar. Quando sobrava um dinheirinho depois de pagar a matinê de domingo no Cine Itaquera, fazíamos uma vaquinha e comprávamos um doce a ser dividido por dois ou três amigos.  

Também havia a padaria Torres na estrada de Itaquera que tinha um filão sovado delicioso e lá na Vila Santana, pouco acima da NIFE, do lado esquerdo de quem sobe para São Miguel, a padaria da família Grandese. 

E a carne que nem sempre podíamos comprar era coisa de luxo e o que mais comprávamos era carne de segunda moída para render bastante e, por vezes, no final de semana ou datas especiais, uma carne de traseiro de melhor qualidade. Minha mãe mandava eu comprar sempre no açougue do Sr. Antônio Barreto, ali na frente do Foto Rex, que foi um dos primeiros açougueiros do bairro, além de ser o sogro de meu irmão mais velho, o Dirceu.  

Cada um comprava em açougues mais próximos de suas residências, como no açougue do Sr. Joaquim, ali na Estrada de Itaquera, ao lado de onde era a antiga padaria do Sr. Torres, outros preferiam o açougue do Sr Manoel ali ao lado da borracharia do Eloy e da bicicletaria Tanaka dos pais do Bacurau. 

Por falar em bicicletaria, não podemos esquecer de mencionar a bicicletaria do Zé, na Tomazzo Ferrara e do Mussolino, mais tarde Casa Hélio. 

Lojas CleMar da Dona Ofélia, quem não comprou móveis a prestação que ela marcava com carinho na caderneta e mandava o seu Chico Carroceiro ir entregar e montar.  

Roupas e tecidos na loja do Zé turco, louças e utensílios domésticos na loja do Sr Valter Cornazani, sapatos e roupas no Camilo ou Trevizam, jornais e revistas na Banca do Sr Luiz Ranieri ao lado da padaria Vencedora. 

Comida e remédio para os animais eram comprados na loja do Sr Kamijo na antiga 25 de março.  

Alimentos, aquela que não comprávamos nas feiras ou eram comprados no SESI, ali perto da porteira do trem ou então nas vendinhas de secos e molhados que havia em cada vila. Lá na Vila Corberi nós comprávamos na vendinha do Sr Luiz e Dona Anilda. 

Como marcou muito minha lembrança, não posso deixar de falar sobre a loja aonde eu ia quase todos os dias comprar aviamento para minha mãe fazer os vestidos de suas freguesas, o bazar da dona Margaria, ao lado do ESSO e da Telefônica de Itaquera.  Na dona Margarida também comprávamos o material escolar e os brinquedinhos de presente de Natal. 

Seu Dito Carvoeiro e sua charanga, onde a garotada “Chocava” a traseira de pendurados na carroceria.  Seu Zé Peixeiro gritando “peixeiroooo….olha a sardinha…. sardinha….sardinha” percorrendo todas as vilas de Itaquera em sua charrete puxada por belos cavalos, como sua é sua puro-sangue Flika.  

Sei que esqueci de muitos outros comerciantes pioneiros em Itaquera, por isso abro aqui um espaço para que você, nos comentários, possa fazer jus aos mesmos. 

Vamos lembrar e comentar sobre o maior número viável de comerciantes que marcaram nossas vidas em Itaquera.  

Obrigado e conto com seu comentário. 

LEIA TAMBÉM: Conheça a história de Santa Marcelina –

O pioneirismo no comércio de Itaquera

Fonte: Fatopaulista

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