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Intoxicação por metanol: São Paulo tem 6 mortes, 11 casos confirmados e 41 casos em investigação

4 de Outubro, 2025
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Intoxicação por metanol: São Paulo tem 6 mortes, 11 casos confirmados e 41 casos em investigação
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País já contabiliza 9 mortes e 58 casos de intoxicação por metanol em São Paulo e no Pernambuco

Riselda Morais – São Paulo – O foco da contaminação fica em bebidas destiladas como Uísque, Gin e Vodka, mas qualquer bebida pode estar contaminada e o metanol não tem cheiro ou sabor tranquilamente reconhecidos.
A intoxicação por metanol, incluindo casos de mortes e perdas de visão, foram reconhecidos e confirmados até a manhã desta quinta-feira (02), nos estados de São Paulo e no Pernambuco mas pode ser que a bebida adulterada com metanol esteja sendo vendida e fazendo vítimas em todo o Brasil.
A capital paulista já contabiliza 6 mortes, 1 confirmada para intoxicação por metanol e 5 mortes fica em investigação. Foram confirmados 11 casos de intoxicação, com laudo que atesta a presença de metanol e confirmação de circunstâncias que indicam que a pessoa ingeriu bebida adulterada, mas existe também, 41 casos em investigação, com indícios clínicos, faltando ainda, compreender as circunstâncias do consumo e o laudo comprobatório.
O estado do Pernambuco registrou 3 mortes, duas confirmadas para intoxicação por metanol e 1 fica em investigação, além de uma pessoa com perda de visão através da intoxicação com metanol e outros 3 casos estão em investigação.
Seguindo os indícios da contaminação, a Polícia Civil, Vigilância Sanitária e Secretaria da Fazenda finalizaram até o momento, 6 bares na capital paulista e grande São Paulo, suspenderam 6 inscrição estadual de distribuidoras, finalizaram uma fábrica de adulteração de bebida com mais de 17 mil produtos falsificados no interior de São Paulo.
Por intermédio do rastreamento de fornecedores, distribuidores e dos estabelecimentos envolvidos no fornecimento de bebidas adulteradas as autoridades realizaram interdições nos bairros Bela Vista, Itaim Bibi, Jardins, Mooca, Planalto Paulista, M’Boi Miriam, em São Bernardo do Campo, Barueri e Americana.
Os três primeiros bares suspeitos de ter servido bebidas adulteradas foram o bar Torres no bairro da Mooca, o bar e restaurante Ministrão na esquina da Alameda Lorena com a Alameda Ministro Rocha Azevedo nos Jardins e um bar em São Bernardo do Campo. Nos bares Torres e Ministrão, interditados na segunda-feira (29), foram confiscadas mais de 100 garrafas de bebidas sem rótulos e sem comprovação de procedência. No bairro de Planalto Paulista, Zona Sul da capital, um mini-mercado foi interditado e 40 garrafas de Uísque, Gim e Vodka foram confiscadas, o dono foi dirigido para a delegacia.
Uma distribuidora na área do M’Boi Mirim foi parcialmente interditada e vetada a comercialização de bebidas alcoólicas.
Em Vila Mariana uma distribuidora foi interditada.
Na terça-feira (30), uma operação da Polícia Civil em colaboração com o Departamento Estadual de Investigações Criminais (DEIC), cumpriram três mandados de busca e apreensão em Americana, entre os locais, uma chácara na Zona Rural usada para falsificar e envasar bebidas, na qual foram confiscados mais de 17,7 mil produtos falsificados para produção de uísque, gim e vodka.
Não foi avistado metanol entre os produtos em Americana mas duas pessoas foram detidas.
Quarta-feira agora (1), a Polícia Civil e a Vigilância Sanitária vistoriaram 7 estabelecimentos na Bela Vista e em Barueri. Para não prejudicar as investigações, os endereços não foram divulgados. E a Força Tarefa do Governo do Estado apreendeu 1,8 mil lacres e tampas de Uísque de diferentes marcas do país e importadas no Campo Limpo, Zona Sul da capital.
O ministro da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Lewandowski, determinou a abertura de inquérito para apurar a procedência da substância e a plausível rede de distribuição que ultrapassa os limites de São Paulo.
As bebidas adulteradas com metanol podem estar sendo vendidas em todo o Brasil, para apurar, a Polícia Federal já fica investigando a origem e a rede de distribuição das mesmas.
O metanol é um álcool altamente tóxico, usado em anticongelante, solvente, produção de plásticos, tintas, revestimentos e biodiesel mas quando ingerido pode causar cegueira, danos no cérebro e até o óbito.
Profissionais de saúde recomendam que ao notar alguma diferença na bebida, não se deve fazer testes como cheirar, provar ou tentar queimar a bebida.
Recomendam também, que a pessoa busque atendimento médico imediato se sentir qualquer sintoma suspeito pós-consumo de bebida alcoólica: visão turva, dor de cabeça intensa, náusea, tontura ou rebaixamento do nível de consciência, isso pode indicar intoxicação por metanol ou por bebida adulterada.
Conforme orientações do Ministério da Saúde enviado para todos os estados brasileiros, “o caso é considerado suspeito quando o paciente, que ingeriu bebida alcoólica, apresenta a persistência ou piora de sintomas, como embriaguez persistente, desconforto gástrico e alteração visual, entre 12 horas e 24 horas após o consumo”. Neste momento, existe um antídoto específico para os casos confirmados de intoxicação por metanol que é o “etanol produzido por laboratórios ou farmácias de manipulação, em grau de pureza adequado para uso médico. A administração, intravenosa ou oral, é sempre controlada”.
Ainda conforme com o MS, o número de casos registrados entre agosto e setembro é atípico e acende o alerta para plausível adulteração de bebidas alcoólicas, uma vez que o Brasil contabilizava por volta de 20 casos de intoxicação por metanol por ano.
Como reconhecer e proteger-se de tomar bebida adulterada
1. Compre em pontos de vendas confiáveis
2. Observe se a embalagem fica bem lacrada ou com indicações de violações
3. Observe a impressão do rótulo se fica mal impresso, borrado, com erros de ortografia.
4. Desconfie de produtos muito baratos, com preços abaixo do valor de mercado.
5. Observe se a cor fica diferente do habitual
6. Verifique se o cheiro fica estranho.
7. Não tome drinks em locais que você não conhece.
8. Não compre e nem tome bebidas com procedência desconhecida ou sem rótulo.
Diante do risco sanitário coletivo, o Governo do Brasil informou orientações de enfrentamento à venda de bebidas adulteradas com metanol, com um conjunto de ações a serem adotadas por fornecedores, distribuidores, bares, restaurantes, organizadores de eventos e plataformas de comércio eletrônico para preservar a conformidade regulatória e a segurança dos consumidores.
Aquisição
1. Comprar exclusivamente de fornecedores idôneos, com CNPJ ativo;
2. Exigir e arquivar a Nota Fiscal eletrônica (NF-e) e conferir a chave de 44 dígitos no portal oficial;
3. Impedir ofertas com preço anormalmente baixo ou sem documentação fiscal;
4. Manter cadastro atualizado de fornecedores, incluindo CNPJ, endereço e contatos, para preservar rastreabilidade.
Recebimento
1. Adotar dupla checagem no recebimento: abertura das caixas na presença de duas pessoas, conferência de rótulos, lotes e notas fiscais;
2. Registrar data, quantidade, fornecedor, número e chave da NF-e;
3. Guardar recibos, comprovantes, imagens de Circuito Fechado de Televisão (CFTV) e planilhas para pronta cooperação com as autoridades.
Armazenamento
1. Reconhecer todos os colaboradores com acesso ao estoque;
2. Preservar condições adequadas de armazenamento e controle de acesso, para prevenir manipulações indevidas.
Indicativos de adulteração
1. Observar indícios visuais como lacres tortos, rótulos com erros de ortografia, embalagens com defeitos, odor de solvente ou divergências de lote;
2. Em caso de suspeita, interromper imediatamente a venda, isolar o lote, preservar as evidências e notificar a Vigilância Sanitária, a Polícia Civil, os Procons e o Ministério da Agricultura e Pecuária.

Intoxicação por metanol: São Paulo tem 6 mortes, 11 casos confirmados e 41 casos em investigação

Fonte: Jornaldomomento

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