Espaço para a comunicação de erros nesta publicação
Brasília (DF), 02/11/2024 – Maria de Jesus, 70, visitou o túmulo do filho no cemitério Campo da Esperança. Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
A aposentada Maria de Jesus, de 70 anos, lançava um olhar de afeto e serenidade para o túmulo do filho, Sebastião Evangelista, enquanto um empregado do cemitério Campo da Esperança, na Asa Sul, em Brasília, limpava a lápide e plantava muda de grama nova.
“Eu sempre venho nessa data, só durante os anos de pandemia que não vim, mas tem que cuidar. Eu sei que ele sente. A vida continua, e ele tá seguindo a vida espiritual dele em outro plano”, contou à reportagem da Agência Brasil na manhã deste sábado (2). Seu filho, o terceiro de seis, faleceu com somente 27 anos, em 2006. Seguida da filha, ela repete esse ritual existe quase 18 anos. “É uma homenagem do amor e da saudade, e de saber que ele está vivo em nossa memória”.
Feriado nacional observado todos os anos em 2 de novembro, o Dia de Finados continua uma secular tradição católica de homenagem aos mortos. A data atrai milhões de pessoas aos cemitérios de todo o país. No Distrito Federal, a Secretaria de Justiça e Cidadania (Sejus-DF), responsável por coordenar a concessão dos cemitérios do DF, estima que mais de 600 mil pessoas passarão pelas seis unidades cemiteriais públicas na próximo sábado.
Para acolher os familiares que vêm visitar seus entes queridos, o governo distrital mobilizou um grande contingente de policiais e servidores públicos. Tendas para atendimentos com psicólogos, orientações sobre serviços funerários e atendimento de ouvidoria estão sendo concedidos à população, além da disponibilização de vans para circulação entre vários pontos. Os cemitérios do DF seguirão com os portões abertos das 7h às 18h, em horário estendido. Além da Asa Sul, o DF conta com cemitérios nas regiões administrativas de Taguatinga, Gama, Sobradinho, Planaltina e Brazlândia.
O movimento no Campo da Esperança, o maior cemitério da capital federal, era intenso através da manhã, com muitos fluxo de carros e milhares de pessoas. Idalina Amorim Oliveira, 73 anos, visitava os túmulos do cunhado e da irmã, falecida existe somente um ano. “O processo de luto é muito gradativo, mas cada vez que eu venho aqui, me recordo do amor que nunca vai acabar”, relata.
Para a subsecretária de Assuntos Fundiários da Sejus-DF, Gilce Santanna, o movimento de visitação ocorre somente no dia 2 de novembro, mas um dia antes e depois. “Ontem estava muito cheio e amanhã o movimento deve continuar”.
Grupos de acolhimento espiritual e missas realizadas através da Arquidiocese de Brasília também ocorrem no espaço do dia.
FONTE/CRÉDITOS: Pedro Rafael Vilela – Repórter da Agência Brasil
Fonte: São Paulo de Fato

