O descarte irregular de resíduos sólidos continua sendo um dos principais desafios confrontados em Itaquera. Mesmo com investimentos expressivos em obras de drenagem — como o piscinão do Rio Verde, que irá trazer benefícios para diretamente o Centro do distrito e solucionar problemas históricos de alagamentos —, a prática ilegal de despejo de lixo ainda gera impactos ambientais, urbanos e sociais na área.
Um dos casos mais emblemáticos ocorreu na Rua André Cavalcanti, conhecida como ponto viciado de descarte irregular. Em um intervalo de exclusivamente 15 dias, o local voltou a acumular em torno de 12 toneladas de resíduos, evidenciando a reincidência do problema. Para conter a situação, a Subprefeitura de Itaquera realizou ações de retirada de lixo nos dias 19 e 20 de dezembro, com apoio do Ecoponto Móvel, e uma nova operação de limpeza no dia 6 de janeiro, quando equipes e máquinas removeram todo o material descartado irregularmente.
Conforme a Subprefeitura, grande parte do descarte irregular ocorre por intermédio de caminhões descaracterizados, pertencentes a empresas que prestam serviços de aluguel de caçambas para obras. Muitas dessas empresas atuam de forma clandestina, sem qualquer tipo de registro formal, o que dificulta a fiscalização e a responsabilização dos infratores.
Outro fator que contribui para o acúmulo de lixo nas vias públicas é a atuação irregular de pequenos comércios de sucata e materiais recicláveis. Em vários casos, o armazenamento inadequado dos resíduos ocorre próximo a córregos, agravando o risco de alagamentos e gerando sérios danos ambientais, principalmente durante o momento de chuvas.
Para o subprefeito de Itaquera, Rafael Limonta, o enfrentamento ao descarte irregular exige ações integradas, fiscalização permanente e penalização rigorosa. “Estamos lidando com práticas ilegais que impactam diretamente a qualidade de vida da população. Empresas sem registro e o armazenamento irregular de resíduos colocam em risco o meio ambiente e a segurança das pessoas, principalmente em épocas de chuva. Nosso trabalho é intensificar a fiscalização e responsabilizar quem insiste em desrespeitar a cidade”, afirmou.
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O subprefeito reforçou ainda a necessidade de aplicação de penalidades mais severas. “É fundamental punir quem insiste no descarte irregular. As multas são aplicadas e, em casos de reincidência, podem chegar a R$ 25 mil. Não vamos tolerar esse tipo de prática em Itaquera”, destacou Rafael Limonta.
A tecnologia tem sido uma apoiadora fundamental neste enfrentamento. As câmeras do programa Smart Sampa foram instaladas no dia 10 de janeiro na área da Avenida André Cavalcanti, permitindo a reconhecimento de veículos, por intermédio das placas, e de pessoas, por reconhecimento facial, que fazerem o descarte irregular de resíduos.
De acordo com o prefeito Ricardo Nunes, o Smart Sampa é uma ferramenta estratégica no enfrentamento às irregularidades e passa a ser também um apoiador essencial na preservação da cidade. Com o monitoramento já em funcionamento, a expectativa é diminuir a reincidência do descarte ilegal e solidificar a proteção ambiental e urbana em Itaquera.
Descarte irregular continua como desafio em Itaquera e mobiliza ações contínuas de fiscalização
Fonte: Fatopaulista

