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Depois de dois anos, bancada evangélica volta a ter disputa através do comando

9 de Fevereiro, 2025
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A Frente Parlamentar Evangélica do Congresso Nacional vai escolher em 26 de fevereiro, a última quarta-feira do mês, quem vai coordenar o grupo pelos próximos dois anos. Através da segunda vez consecutiva, a bancada evangélica tem uma disputa através do cargo. Desta vez, são três nomes na corrida.

O deputado Otoni de Paula (MDB-RJ) e o deputado Gilberto Nascimento (PSD-SP) disputam o favoritismo, enquanto a deputada Greyce Elias (Avante-MG) corre por fora. Desde o final de 2022, o grupo não consegue escolher o chefe por “aclamação”, como ocorria no passado.


A derrocada da união da bancada evangélica

  • A Frente Evangélica do Congresso é composta por 219 deputados e 26 senadores.
  • Até o final de 2022, os chefes eram escolhidos por aclamação, ou seja, nunca houve uma votação para o coordenador da bancada.
  • No final de 2022, os deputados Silas Câmara (Republicanos-AM) e Eli Borges (PL-TO) não chegaram a um acordo sobre quem seria o chefe do grupo.
  • Para impedir uma disputa no voto, ficou decidido que ambos revezariam a presidência em 2023 e 2024, com cada um ficando no cargo por seis meses. E assim foi feito.
  • Agora em 2025, a bancada continua com a oportunidade de ter que fazer uma eleição inédita para escolher seu chefe.

Por trás da disputa através do comando da bancada fica a polarização entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Parlamentares bolsonaristas vêem o deputado Otoni de Paula (MDB-RJ) como alguém com abertura com o Palácio do Planalto, enquanto enxergam em Gilberto Nascimento (PSD-SP) uma figura mais ligada ao ex-presidente.

Ao Metrópoles, de Paula avaliou como “difícil” um viável acordo entre os candidatos para impedir que a bancada tenha que fazer uma votação. O parlamentar admitiu que defende um diálogo com o governo Lula, mas “sem abrir mão” dos princípios que guiam o grupo.

O atual coordenador da bancada evangélica, Silas Câmara (Republicanos-AM), falou que “sempre há possibilidade de entendimento” e que vai trabalhar para que um acordo seja construído.

“Quanto a possibilidade de entendimento, sempre existe. E Vamos trabalhar muito para que isso aconteça, até porque a decisão será na última quarta-feira de fevereiro”, declarou Câmara.

Com informações Metropoles

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