A zona leste de São Paulo enfrenta um déficit alarmante de regiões verdes. Como uma medida de enfrentamento às desigualdades socioambientais, torcedores do Corinthians se uniram em um propósito que vai muito além do futebol: plantar árvores. Trata-se de uma medida coletiva para oferecer mais qualidade de vida aos frequentadores e moradores da área.
Domingo agora (1º/6), ocorrerá a estreia do Corredor Ecológico Corinthiano. A ação iniciará na Praça do Elefante, no bairro Arthur Alvim, até a Arena Corinthians. No decorrer deste ano, com o objetivo inicial de cultivar mais de mil mudas, haverá outras três edições, no mês de agosto, outubro e novembro.
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A primeira edição do Corredor Ecológico Corinthiano ocorrerá domingo agora (1º/6)
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Haverá quatro mutirões no espaço de 2025
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O plano é arborizar o entorno da Arena Corinthians e assegurar mais qualidade de vida na zona leste
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Corredor Ecológico Corinthiano: plantio de árvores
Um dos organizadores da iniciativa, o antropólogo e mestre em ciências ambientais Marco Antônio Dalama, de 44 anos, destaca que a ideia surgiu de forma coletiva. “O espaço em torno da Arena Corinthians, do Itaquerão ali, é muito quente, muito árido em dias de sol, nem necessariamente só no verão. Até um dia de outono, com bastante sol, você sente aquela aridez, aquela quentura de um lugar com muito asfalto, com muito concreto, aí começou a circular que precisava ter uma arborização nesse local, nessa região, para que se tornasse um lugar mais agradável”, explica.
Com início de conversas, houve a movimentação de mais corintianos e entidades. Atualmente, o corredor ecológico tem apoios de grupos como Coletivo Democracia Corinthiana, Gaviões da Fiel, Pavilhão Nove, Onze Futebol Clube da Cohab 1, Coringão Antifa, Coalizão Através do Clima, Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MTST), Central Única dos Trabalhadores de São Paulo (CUT-SP), Avançar Resoluto e Marcha Através do Clima, assim como as unidades de Itaquera e Penha do Conselho Municipal do Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Cades).
De acordo com a planejamento, a proposta de ressignificação do espaço também fica alinhada com a história do Corinthians. “O futebol desperta paixões e desperta a energia popular que a gente pode aproveitar. O Corinthians é um time fundado por operários anarquistas, anarcosindicalistas; sempre muito atrelado às lutas populares, muito ligado às questões sociais, políticas, econômicas da classe oprimida: os negros, os trabalhadores, os pobres”, enfatiza Dalama.
“A gente mobiliza esse poder popular, ligado ao clube, ligado à torcida, a fiel torcida corintiana, para esse tipo de fim. É importante mobilizar essa energia popular para causas ambientais, sociais, causas gentis com nosso planeta, com vistas a um planeta ecologicamente mais correto, socialmente mais justo, economicamente viável, culturalmente aceitável”, completa o idealizador.
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Além do plantio de árvores, o intuito é que haja outras resoluções e até incentivo ao poder público em favor de mais segurança e infraestrutura na zona leste, como melhoria na iluminação e instalação de lixeiras.
Pulguinha, representante da Gaviões da Fiel, apontou em comunicado que, a longo período, também será preciso sustentar o propósito. “Iremos trabalhar a conscientização dos torcedores para mantermos esses acessos aos estádios mais limpos. Para isso acontecer, dependerá da atitude individual de cada um, participação dos órgãos competentes da prefeitura, do próprio Corinthians e da comunidade.”
Fonte: Metropóles

