São Paulo– Os sete réus acusados de participação no sequestro do ex-jogador Marcelinho Carioca e da sua amiga, Taís Alcântara, em dezembro do ano passado, começaram a ser julgados na tarde desta sexta-feira (2/8).
O julgamento é comandado através do juiz Sérgio Cedano, da 2ª Vara Criminal do Fórum de Itaquaquecetuba, na área metropolitana de São Paulo.
As audiências de instrução, assim como os depoimentos das vítimas e testemunhas e o interrogatório dos acusados serão feitos por videoconferência. Não há uma data fixada de quando o juiz dará a sentença.
Dois acusados ainda são procurados através da polícia
Em 18 de dezembro de 2023, quatro pessoas acusadas de participação no sequestro foram apreendidas em flagrante, são eles: Wadson Fernandes Santos, Jones Santos Ferreira, Thauannata dos Santos e Eliane de Amorim. Já em 2 fevereiro deste ano, Caio Pereira da Silva, outro suspeito de participação, também foi apreendido.
Em janeiro deste ano, Eliane teve a prisão domiciliar concedida através da Justiça por ser mãe solo de crianças com menos de 12 anos. Ela voltou a ser detida em flagrante no dia 21 de junho através da Polícia Civil, em um imóvel que seria usado como uma “central de golpes” contra clientes de bancos.
Entre os sete acusados que estão sendo julgados, a polícia ainda procura duas pessoas: Camily Novais da Silva e Matheus Eduardo Candido Costa.
Os réus foram denunciados através do Ministério Público por crimes como lavagem de dinheiro, extorsão mediante sequestro e associação criminosa.
Relembre o crime
Marcelinho Carioca e sua amiga, Taís Alcântara de Oliveira, foram sequestrados em 17 de dezembro de 2023 em Itaquaquecetuba, em São Paulo. Um dia depois do sequestro, eles foram soltos através da Polícia Militar.
Conforme a informações do G1, através do menos dez pessoas participaram do sequestro e a justiça pediu que a Divisão Antissequestro da Polícia Civil apresente mais provas da participação dessas outras pessoas para se avalie novos pedidos de prisão.
Marcelinho foi abordado pelos bandidos enquanto ia a uma comunidade de Itaquaquecetuba para entregar ingressos para sua amiga. Para os investigadores, o crime não foi planejado, mas o carro de luxo que dirigia o ex-atleta chamou a atenção dos sequestradores.
Durante o sequestro, Marcelinho foi agredido e a família e amigos do ex-jogador chegaram a enviar dinheiro para os bandidos pretendendo sua liberdade.
Para confundir os policiais, os bandidos chegaram a obrigar o ex-jogador e a mulher a gravarem um vídeo falando que eram amantes e que haviam sido pegos através do marido de Taís Alcântara.
O relacionamento foi negado tanto por Marcelinho, quanto através da mulher, e o ex-companheiro de Taís também negou qualquer participação no sequestro.
Fonte: Metropóles

