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Através do segundo dia seguido, o céu de Brasília amanheceu encoberto de névoa proveniente da fumaça vinda de outras regiões do país. O brasiliense saiu de casa na manhã desta segunda-feira (26) e se deparou com um céu cinzento e um horizonte curto. Mal podia se ver a paisagem poucos quilômetros à frente.
O cenário visto na capital federal é uma junção do acúmulo de fumaça produzida pelas queimadas no estado de São Paulo e a seca que, tradicionalmente, ocorre na área do Cerrado nesta época do ano. Em Brasília, não chove há mais de 120 dias.
Os focos de incêndio têm batido recorde neste ano em regiões como a Amazônia, o Pantanal e o Sudeste. O problema se reforçou no interior de São Paulo nos últimos dias. Segundo dados do governo do estado de São Paulo atualizados domingo agora, 21 municípios paulistas têm focos de incêndio ativo e 46 municípios estão em alerta máximo para o fogo.
Cuidados
O clima seco e a incidência de fumaça na atmosfera exige cuidados do povo com a saúde. Fique atento às recomendações do Ministério da Saúde:
- Aumentar a ingestão de água e de líquidos, para manter as membranas respiratórias úmidas e, dessa forma, ficarem mais protegidas.
- Diminuir, ao máximo, o tempo de exibição à fumaça, permanecendo em casa, se plausível com ar condicionado ou purificadores de ar.
- Manter portas e janelas fechadas para diminuir a entrada da poluição externa, durante os horários com elevadas concentrações de partículas
- Impedir atividades físicas em horários de elevadas concentrações de poluentes do ar e entre às 12h e às 16h, quando as concentrações de ozônio são mais intensas.
- Uso de máscaras do tipo cirúrgica, pano, lenços ou bandanas para diminuir a exibição às partículas grossas, em particular para populações que residem próximas às regiões de focos de queimadas.
As recomendações precisam ser seguidas por toda o povo e a atenção deve ser redobrada em crianças menores de cinco anos, idosos maiores de 60 anos e gestantes. Ao sinal de sintomas respiratórios ou outras ocorrências de saúde, é necessário buscar atendimento médico imediato.
FONTE/CRÉDITOS: Agência Brasil
Fonte: São Paulo de Fato
