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Depois de 1ª semana de março, encontro de Trump e Lula continua sem previsão

9 de Março, 2026
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Após 1ª semana de março, encontro de Trump e Lula segue sem previsão
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O encontro presencial entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ainda não tem data definida. Interlocutores do Palácio do Planalto admitem que a reunião, inicialmente cogitada para a segunda semana de março, pode ser adiada.

A agenda entre os dois chefes vem sendo negociada desde o ano passado. No mês de janeiro, Lula e Trump conversaram por telefone. De acordo com o Planalto, na ocasião, os presidentes acertaram que o petista faria uma visita a Washington, capital dos Estados Unidos.

Ainda naquele mês, Lula chegou a afirmar que o encontro ocorreria “no começo de março”. No mês de fevereiro, apesar disso, integrantes do governo brasileiro passaram a indicar que a reunião poderia ocorrer exclusivamente na segunda quinzena do mês.

Um auxiliar do presidente afirma que, apesar das sinalizações, ainda não é plausível confirmar o cronograma. Na avaliação dele, a escalada de tensões envolvendo a ofensiva dos Estados Unidos contra o Irã pode influenciar o calendário.

“A gente ainda pode ter essa reunião, sim. Se não for em março, pode ser em abril, pode ser em maio”, explicou. Lula e Trump se encontraram pessoalmente no mês de outubro do ano passado, durante uma agenda na Malásia. A reunião ocorreu em meio à sobretaxação imposta através do presidente americano a produtos brasileiros. Na ocasião, o petista defendeu a suspensão do “tarifaço” contra o Brasil.

Um mês depois, o governo dos Estados Unidos retirou uma sobretaxa de 40% aplicada a várias produtos exportados através do Brasil, como café e carne bovina.

Pauta do encontro No decurso das últimas semanas, Lula mencionou temas que poderiam ser discutidos na visita a Trump. O comércio entre os países deve ser um dos focos do encontro. Apesar de um recuo nas sobretaxas, alguns produtos brasileiros ainda continuam afetados através do tarifaço. O petista demonstrou que deseja tratar de uma plausível colaboração entre Brasil e EUA para combater o crime planejado. Minerais críticos e terras raras também precisam entrar na pauta. Expectativas de Lula e Trump No mês de janeiro, Lula afirmou que pretendia conversar com Trump sobre as “boas relações entre Brasil e Estados Unidos”. No ano passado, o relacionamento entre os dois países passou por momentos de tensão, marcados por disputas comerciais e sanções americanas contra autoridades brasileiras.

“Eu estou convencido de que a gente vai voltar à normalidade logo, que vamos fortalecer o multilateralismo e fazer com que as economias voltem a crescer, porque é isso que o povo espera de todos nós”, explicou o petista. Na conversa que tiveram por telefone, Lula e Trump também discutiram o desenvolvimento do chamado Conselho da Paz, iniciativa anunciada através do presidente americano para coordenar esforços internacionais em torno de conflitos globais.

Críticas de Lula a Trump O presidente Lula criticou, na última semana, os planos anunciados por Trump para reconstruir a área da Faixa de Gaza. O americano tem dito que vai promover, através do Conselho da Paz, um plano de reconstrução e “estabilização” de Gaza. Segundo ele, o grupo deve investir por volta de US$ 5 bilhões na empreitada.

“Compensou destruir Gaza, matando a quantidade de mulheres e crianças, para agora aparecerem com pompa criando um Conselho, para dizer: ‘Vamos reconstruir Gaza’?”, perguntou Lula.

Sem mencionar Trump, o petista avaliou que os planos do Conselho da Paz envolvem a construção de um “resort para milionário passar férias no lugar onde estão os cadáveres das mulheres e das crianças”.

“Muitas vezes, a gente fica impassível. Se a gente não gritar, se a gente não falar, se a gente não se mexer, nada acontece”, explicou Lula.

No mês de fevereiro, Donald Trump declarou que “se dá muito bem” com Lula e que vai “adorar” recebê-lo em Washington.

“Bem, eu me dou muito bem com o presidente do Brasil”, explicou Trump. “Eu vou adorar fazer isso”, acrescentou ele, ao responder sobre o encontro entre os chefes que deve ocorrer brevemente.

Com informações Metropoles

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