Riselda Morais – São Paulo – Mais de 820 ônibus foram depredados na capital paulista, em um dos casos ferindo o rosto de uma passageira.
O Deic reconheceu dois suspeitos dos ataques a pedradas nos ônibus da capital paulista e área do ABC. Conforme as investigações, Edson Aparecido Campolongo, 68 anos, esteve em 18 casos de depredação em ônibus. Ele é empregado público e utilizou um carro do trabalho, com adesivo da CDHU para ir aos locais dos ataques, o que permitiu o cruzamento de informações sobre o carro nos sistemas de segurança.
Ele usava o carro oficial da Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano (CDHU) do Governo Paulista, onde trabalhava como motorista do chefe de gabinete da empresa e recebeu mais de 11 mil reais líquidos no mês de junho. Edson Aparecido Campolongo, dizia que ia “salvar o Brasil”.
O chefe de gabinete da CDHU, mora em São Bernardo do Campo e trabalha no centro da capital paulista, regiões em que os ônibus foram mais depredados.
A Polícia cumpriu mandado de busca em dois endereços ligados ao suspeito, em um deles avistou um estilingue, pedras e esferas de metal usadas nos casos de vandalismo contra os ônibus. Edson Campolongo costumava viajar com a cúpula do Governador Tarcísio de Freitas para o interior do estado.
Edson Campolongo foi levado à delegacia de São Bernardo do Campo e confessou ter participado de 17 apedrejamentos e dos protestos patriotas. O irmão dele, Sergio Campolongo é morador de Osasco e dava suporte nas depredações. Também teve a prisão decretada. Suspeito de fazer parte de através do menos duas depredações, ele se entregou à polícia quarta-feira agora (23).
Em redes sociais Edson Campolongo ataca o Superior Tribunal Federal, Partido dos Trabalhados, Boulos, Maduro e contra o Presidente Lula tem publicação com ameaça a vida e até publicação contra o ator Lázaro Ramos, além de postagens defendendo Bolsonaro.
Apreendidos irmãos Campolongo suspeitos de depredação dos ônibus na capital paulista
Fonte: Jornaldomomento

