Claro que as entidades chamadas “conservadoras” mereciam e merecem espaço e tem sim trabalhos sociais reconhecidos e noticiados, mas o povo merecia um jornal para “chamar de seu”. Até surgir o , sem falsa modéstia, os outros jornais, alguns estão ai até hoje, tinham comprometimento apenas em paparicar poderosos e detentores de cargos públicos de primeiro escalão. Eram na verdade “cafetões” do própria existência. Por este motivo o surgiu com desconfiança de muitos que não acreditavam que o jornal chegasse ao primeiro ano de existência. Por isso foi chamado durante algum tempo de um “certo jornalzinho”.
Mas este pequeno, ainda assim valente jornal completou agora no mês de maio 21 anos de existência sem perder a identidade, dando voz o povo, com matérias oriundas da base da pirâmide social, com pautas envolvendo carnaval, futebol de várzea, reclamações populares, reivindicações em geral e, sempre, sempre mesmo enaltecendo os valores da zona leste, desde as artes até o esporte amador. Vale citar um caso: antes de ser campeão mundial de duplas de taekwondo, o Mestre Manuel Marcos de Jesus foi noticiado por diversas vezes neste “certo ”. Detalhe: ele mora em Itaquera até os dias de hoje.
O Carnaval também foi sempre noticia nas páginas do jornal. Por mais que a Leandro de Itaquera seja a agremiação de coração de um de seus fundadores, outras agremiações sempre tiveram espaço e seguem tendo: Uirapuru da Mooca, Combinados de Sapopemba, Nenê de Vila Matilde, Paulistanos da Glória, entre outras também foram notícia.
Com uma linha inovadora que dava espaço sim a todos da base da pirâmide social, claro que os grandes nomes da politica começaram a “perceber” o e assim grandes nomes do cenário politico paulista visitaram o jornal, casos dos ex-prefeitos Paulo Maluf e Marta Suplicy, do então ministro Aldo Rebelo, do na época secretário municipal de Esportes Valter Feldman, além de dezenas de vereadores, deputados federais, estaduais e até o senador Eduardo Suplicy esteve conhecendo de perto o jornal de bairro que surgiu em Itaquera.
Mas não pensem que visitavam o jornal exclusivamente para um café ou descontraído “bate papo”, eles vieram ao para fazer parte da Coletiva com a Comunidade, quando eram entrevistados por uma banca composta , não por jornalistas, mas por representantes de vários segmentos societários. Eram carnavalescos, professores, lideres comunitários, catadores de papelão, comerciantes, que entrevistavam as autoridades. “Era papo reto”, sem rodeios , sem frescura, as perguntas eram feitas “na lata”. Não havia espaço para “puxar o saco”.
Além do comprometimento editorial, o foi sempre pautado na distribuição sendo feita pelos próprios diretores fundadores, que através da distribuição sentem o “termômetro da sociedade”, pois sabem “que dono de jornal tem que ir para rua, ouvir a população”.
Hoje o é distribuido em mais de 200 pontos, entre bancas de jornal, padarias, associações, no eixo que compreende os bairros de Itaquera, São Mateus, Vila Ré Artur Alvim, Jardim Nordeste, Cohab 1, Cohab 2 e área.
Se a versão impressa continua firme e forte, a versão on line tem milhares de acessos dia, pois é atualizada todos os dias com noticias de interesse geral, além das redes sociais com seguidores orgânicos (pessoas que existem, não são seguidores comprados).
Por tudo isso o continua a crescer e sua voz ecoa sempre, para noticiar o que é bom e o que é ruim; e claro para denunciar os “safados de plantão”.
Tudo isso não teria ocorrido se não fosse uma equipe de articulistas, jornalistas, fotógrafos, chargistas que passaram através do e alguns estão até os dias de hoje.
Claro, sem questionamento alguma, que o jornal chegou a “maioridade” graças aos anunciantes que investiram e investem, pois acreditam em um jornal distribuído “de verdade” e com engajamento real (não comprado) em redes sociais.
E por final, ELES que começaram tudo isso, quando o jornal foi distribuído através da primeira vez pelas ruas de Itaquera no mês de maio de 2004, eles de pronto acreditaram, apoiaram, mandaram opiniões de pauta, por vezes criticaram em tom professoral, mas nunca deixaram o de lado: eles os Leitores, fieis companheiros, sábios conselheiros.
, o jornal do Povo da Zona Leste completou 21 anos. O JORNAL ONDE VOCÊ SE VÊ
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Fonte: Fatopaulista

