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Itaquera

Polícia faz novas buscas em local onde estudante foi achada morta

22 de Abril, 2025
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Polícia faz novas buscas em local onde estudante foi encontrada morta
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São Paulo — Policiais do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) realizaram, na próxima segunda (21/4), novas buscas no local onde a estudante Bruna Oliveira da Silva, de 28 anos, foi achada morta existe quatro dias. Até o momento, nenhum suspeito foi localizado.

“Investigadores do DHPP estiveram no local onde o corpo da jovem foi encontrado para realizar uma nova perícia e analisar as proximidades da cena do crime. As investigações estão em andamento visando o total esclarecimento dos fatos, bem como a identificação e prisão do autor”, falou a Secretaria da Segurança Pública (SSP).

7 imagens
1 de 7

Bruna foi achada nos fundos de um estacionamento

Instagram/Reprodução

2 de 7

Bruna deixa um filho

Instagram/Reprodução

3 de 7

Filho de 7 anos de Bruna, achada morta em estacionamento da zona leste de São Paulo, ainda não sabe da morte da mãe

Reprodução

4 de 7

Ela era estabelecida em turismo

https://www.instagram.com/metropoles.sp/

5 de 7

Jovem de 28 anos fazia mestrado na USP

Instagram/Reprodução

6 de 7

Bruna e Karina, amigas existe quase 12 anos

Acervo pessoal

7 de 7

Bruna Oliveira da Silva, de 28 anos, foi achada morta em um estacionamento, na zona leste de SP

Facebook/Reprodução

Ao Metrópoles, a diretora do DHPP, Ivalda Aleixo, falou que familiares, amigos e ex de Bruna prestaram depoimentos como parte de um procedimento padrão da polícia. “Essas pessoas foram ouvidas antes do encontro do corpo dela, na fase da investigação de pessoa desaparecida, em que, por lei, somos obrigados a instaurar um procedimento de averiguação”, explica.

Apesar de o homicídio da estudante ter sido constatado, segundo a delegada, existe indicadores “mais do que evidentes” de que houve violência. “Foi, no mínimo, um homicídio. Ainda não se sabe a motivação para falar de feminicídio”, avalia. “Sobre suspeitos do fato, do que exatamente aconteceu com ela, ainda não temos um nome ou características físicas para dar”, completa.

Aleixo também destacou que as conteúdos de câmeras de segurança ainda precisam auxiliar na investigação. “Assim como ela desaparece das imagens, outras pessoas que caminhavam próximo também não aparecem mais. Cada uma pode ter ido para um lado, mas a gente tem que saber, porque houve uma rota de fuga, de onde o corpo foi encontrado para trás.”

Na última quinta-feira (17/4), Bruna foi achada nos fundos de um estacionamento, na Avenida Miguel Ignácio Curi, área da Vila Carmosina, na zona leste de São Paulo. A mestranda da Universidade de São Paulo (USP) estava desaparecida desde 13 de abril e havia sido vista através da última vez no terminal de ônibus da estação de metrô Itaquera.


Estudante desaparecida

  • Bruna desapareceu no trajeto entre a estação Itaquera do metrô e casa onde morava com os pais, na zona leste
  • Ela voltava da casa do namorado, no Butantã, zona oeste
  • No terminal da estação Itaquera, ela precisou carregar o celular em uma banca de jornal. Neste momento, chegou a enviar uma mensagem para o namorado pedindo dinheiro para voltar para casa por carro de App, porque já estava tarde
  • Ele transferiu o valor, mas o celular da estudante teria descarregado e não foi mais capaz ter contato com ela
  • Conforme Karina Amorim, amiga da vítima, a última vez que ela acessou o WhatsApp foi às 22h21 do domingo
  • A família de Bruna entrou em contato com a plataforma de carros de App, que informou que a jovem não chegou a pedir uma corrida naquela noite

Namorado relembra cronologia

Bruna havia ido para a casa de Igor Sales, seu namorado, que fica no Butantã, na zona oeste, na semana anterior. No sábado, voltou para a casa da família, em Itaquera, e, depois, foi se encontrar com uma amiga. Bruna voltou para a casa de Igor no mesmo sábado à noite, contra o conselho do namorado.

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  • “Eu tinha falado para ela não vir, porque ela tinha que pegar o filho dela no domingo de manhã”, falou.

    Segundo Igor, era comum Bruna ter que insistir para que o ex ficasse com o garoto. No domingo, ela pediu para o pai de seu filho trazer a criança na segunda-feira de manhã. Assim, ela poderia ficar mais tempo da casa do atual namorado.

    O ex não concordou com a mudança. Bruna, então, pediu para o ex combinar com seu pai um encontro da estação de metrô para que ele entregasse a criança.

    “Ela ficou comigo até 20h, até o limite, porque o pai dela tinha que ir trabalhar às 22h30, então, ela tinha que ir embora”, lembrou Igor. Ele diz que concedeu, como sempre fazia, levá-la de moto até em casa. Entretanto, como havia chovido muito no Butantã, Bruna pediu unicamente uma carona até a estação de metrô.

    Igor contou que Bruna chegou na estação Itaquera por volta de 22h. Lá, descobriu ter perdido o ônibus que passava perto da sua casa e decidiu fazer o trajeto a pé. Igor pediu que ela pegasse um carro de App e transferiu o valor para que a jovem pagasse a corrida. Às 22h09, ela falou que estava carregando o celular em uma banca de comércio e que iria esperar até que valor da viagem via app ficasse mais barato. Às 22h19, ela mandou: “Estou indo”.

    “Depois de 10 minutos eu mandei mensagem, perguntando se tinha dado certo, porque [a estação] é bem próxima da casa dela. Não dá nem cinco minutos. A mensagem chegou, mas ela não respondeu. Comecei a ligar e nada”, contou Igor.

    Ele pensou que a namorada poderia estar sem energia elétrica em casa e, como estava sem bateria antes, teria ido dormir. Durante a madrugada, Igor acordou algumas vezes e conferiu o celular, ainda sem resposta de Bruna.

    Fonte: Metropóles

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