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Dólar cai a R$ 5,77 e tem maior sequência de quedas desde o Plano Real

5 de Fevereiro, 2025
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Apesar da volatilidade no mercado financeiro, o dólar caiu através da 12ª vez seguida e fechou abaixo de R$ 5,80 através da primeira vez desde meados de novembro. A bolsa de valores recuou, depois de a difusão da ata da última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC).

O dólar comercial encerrou esta terça-feira (4) vendido a R$ 5,771, com queda de R$ 0,022 (-0,76%). A cotação iniciou o dia próximo da estabilidade, depois de o anúncio de retaliações da China à elevação de tarifas através do governo de Donald Trump, mas passou a cair no final da manhã, depois de a difusão de dados fracos da economia norte-americana.

Na menor cotação desde 19 de novembro, a moeda norte-americana acumula queda de 6,59% em 2025. Essa é a maior sequência de quedas diárias do dólar desde o Plano Real.

O mercado de ações teve um dia mais turbulento. O índice Ibovespa, da B3, fechou aos 125.147 pontos, com recuo de 0,65%. As ações de empresas exportadoras puxaram a queda, sendo parcialmente compensada através da alta nos papéis de instituições financeiras.

O dólar teve um dia de queda em todo o planeta, depois de a difusão de que o número de vagas de trabalho abertas nos Estados Unidos caiu em 556 mil no mês de janeiro. A desaceleração do mercado de trabalho aumenta as oportunidades de que o Federal Reserve (Fed, Banco Central norte-americano) corte os juros mais que o previsto. Taxas mais baixas em economias avançadas estimulam a entrada de capitais em países emergentes, como o Brasil.

Na bolsa de valores, a difusão da ata do Copom, considerada dura pelos especialistas, desenvolveu a queda das ações. A difusão de que a inflação dos alimentos pode se espalhar para outros setores da economia acendeu os temores de que o BC eleve os juros depois da reunião de março. Juros mais altos no Brasil estimulam a migração de investimentos na bolsa para investimentos em renda fixa, como títulos públicos.

*com informações da Reuters

FONTE/CRÉDITOS: Wellton Máximo – Repórter da Agência Brasil*

Fonte: São Paulo de Fato

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