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De currículo a patrimônio: conheça os 10 candidatos à Prefeitura de São Paulo

30 de Agosto, 2024
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De currículo a patrimônio: conheça os 10 candidatos à Prefeitura de SP
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São Paulo — Dez candidatos disputam a Prefeitura de São Paulo na eleição deste ano, a mais acirrada em quase três décadas, que já iniciou polarizada e nacionalizada e com muitas trocas de acusações entre os postulantes.

Sexta-feira agora (30/8), uma nova fase da campanha começa com o começo da propaganda eleitoral no rádio e na TV, onde unicamente quatro dos candidatos terão tempo para expor suas biografias e apresentar propostas para os quase 12 milhões de moradores do município, além, é claro, de atacar os adversários. Os outros não terão espaço porque seus partidos não atingiram a representatividade mínima no Congresso exigida por lei.

O primeiro turno será no dia 6 de outubro e as pesquisas indicam que os paulistanos só conhecerão quem vai comandar um orçamento superior a R$ 110 bilhões com início de 2025 unicamente no dia 27 de outubro, data do segundo turno.

O Metrópoles traçou o perfil dos dez candidatos à Prefeitura da capital paulista e publica nesta sexta a trajetória de cada um deles. Leia abaixo um resumo sobre cada candidato, seguindo a ordem em que eles aparecem nas últimas pesquisas de intenção de voto, e o histórico completo no link ao final de cada trejeto.

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  • Guilherme Boulos (PSol)

    Nascido em São Paulo, em 19 de junho de 1982, Guilherme Boulos, 42 anos, é filho de médicos e professores da Universidade de São Paulo (USP) e foi criado em Pinheiros, na zona oeste da cidade. Hoje, ele vive no Campo Limpo, bairro da periferia da zona sul, com a mulher, advogada Natália Szermeta, e as duas filhas.

    Estabelecido em filosofia, especializado em psicologia clínica e com mestrado em psiquiatria, Boulos é psicanalista e professor, mas forjou sua carreira política atuando como coordenador do Movimento dos Trabalhadores Sem-Teto (MTST), que ocupava imóveis vazios para pressionar por construção de moradias populares.

    Foi em uma dessas ocupações, no terreno vazio da Volkswagen em São Bernardo do Campo, no ABC paulista, em 2003, que Boulos conheceu o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), em seu primeiro mandato à época. Hoje, mais de 20 anos depois, o petista é o enorme cabo eleitoral da campanha do psolista.

    Boulos ganhou projeção nacional com a onda de manifestações em 2013 e com a ocupação, em 2014, de um terreno em Itaquera, na zona leste, durante protestos contra as desapropriações na área para a construção da Arena Corinthians para a Copa do Mundo.

    A questão habitacional foi a principal bandeira quando se lançou na política, em 2018, para concorrer à Presidência da República através do PSol. Finalizou em 10º lugar. Mais conhecido, dois anos depois, disputou a Prefeitura de São Paulo através da primeira vez, conseguiu ir ao segundo turno, mas perdeu para o ex-prefeito Bruno Covas (PSDB).

    Há dois anos, ele abriu mão de concorrer a governador para apoiar a candidatura de Fernando Haddad (PT) em troca do apoio do PT na eleição a prefeito neste ano. Foi eleito deputado federal naquele ano, e agora disputa novamente a prefeitura com a ex-prefeita petista Marta Suplicy como vice. À Justiça Eleitoral, Boulos declarou um patrimônio de R$ 199,6 mil, incluindo duas aplicações financeiras, metade de sua casa e seu carro Celta 2009/2010.

    Quem é Guilherme Boulos, candidato à Prefeitura de São Paulo através do PSol

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    Lula, Marta e Boulos em comício no Campo Limpo, na zona sul de São Paulo

    Leandro Paiva/Propaganda Boulos

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    Leandro Paiva/Propaganda Boulos

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    Marta, Boulos, Lula, Erundina e Haddad durante convenção PT/PSol

    Leandro Paiva/Propaganda Boulos

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    Guilherme Boulos e Natalia Szermeta, sua esposa

    Leandro Paiva/Propaganda Boulos

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    Lula e Boulos na convenção do PSol e do PT que oficializou chapa em São Paulo

    Ricardo Stuckert

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    Boulos, Marta e o deputado estadual Antônio Donato (PT) comem bolo durante agenda de campanha em São Paulo

    Leandro Paiva/Propaganda Boulos

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    Boulos critica hino nacional cantando em linguagem neutra

    Leandro Paiva/Propaganda Boulos

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    Boulos e Marçal partiram para ataques em debate

    Reprodução

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    Fernando Haddad e Guilherme Boulos utilizando “pulseirinhas da amizade”

    Leandro Paiva/@leandropaivac

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    Boulos e Marta em ato na Praça da Sé, no centro de São Paulo

    Leandro Paiva/Propaganda Boulos

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    Boulos mostra camisa do Corinthians emoldurada em sua casa

    Leandro Paiva/Propaganda Boulos

    Ricardo Nunes (MDB)

    Prefeito de São Paulo desde maio de 2021, quando assumiu o comando da maior cidade do país depois de a óbito de Bruno Covas (PSDB), de quem era vice, Ricardo Nunes (MDB), 56 anos, tenta a reeleição em outubro com a maior coligação da eleição na capital (12 partidos) e o suporte formal do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

    Nascido na capital, em novembro de 1967, Nunes foi criado pelos pais, um comerciante português e uma dona de casa, na área de Interlagos, na zona sul paulistana. Ele se filiou ao MDB, seu único partido, aos 18 anos, e fez carreira como empresário, à frente de uma companhia de dedetização e controle de pragas até entrar de vez na política, em 2012, quando se elegeu vereador através da primeira vez.

    4 anos depois, em 2016, foi reeleito com mais de 55 mil votos. Em 2020, em uma articulação que envolveu PSDB, MDB e União, Nunes foi escolhido por caciques das legendas para ser o parceiro de chapa de Bruno Covas, que era vice de João Doria e assumiu a prefeitura quando o então tucano se elegeu governador, em 2018.

    A dupla foi eleita com mais de 3,1 milhões de votos no segundo turno, derrotando a chapa de Guilherme Boulos. Covas já havia descoberto um câncer avançado no sistema digestivo durante a campanha. Menos de cinco meses depois de ser empossado, ele morreu, e Nunes assumiu a cadeira de prefeito.

    Já a atual campanha através da reeleição iniciou a ser pavimentada ainda em 2022, depois de o término da eleição presidencial. Ciente de que Lula apoiaria Boulos, ele se aproximou dos bolsonaristas em busca de uma polarização com a esquerda.

    Bolsonaro nunca demonstrou empolgação com o prefeito, que tem origem na centro-direita, mais moderada, mas embarcou no projeto através da reeleição ao se ver pressionado por várias investigações e diante das articulações feitas através do presidente do PL, Valdemar Costa Neto, e através do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos).

    O ex-presidente evidenciou o Coronel Mello Araújo, policial militar da reserva e ex-comandante da Rota, como vice na chapa, que tem como principal desafio neste momento conter o avanço do influencer Pablo Marçal (PRTB), que mira os eleitores bolsonaristas, para conseguir chegar ao segundo turno.

    À Justiça Eleitoral, Nunes declarou R$ 4,8 milhões em bens. A maior fatia desse patrimônio vem de uma aplicação em um fundo de longo período que o emedebista tem na XP Investimentos, declarado por R$ 1,1 milhão.

    Quem é Ricardo Nunes, candidato à Prefeitura de São Paulo através do MDB

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    Nunes em acontecimento da Abrasel

    Campanha/Ricardo Nunes

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    Nunes durante caminhada na Lapa

    Campanha Ricardo Nunes

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    Nunes difundindo material de campanha

    Campanha Ricardo Nunes

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    Nunes em visita a creche

    Campanha Ricardo Nunes

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    Nunes em ação de rua

    Campanha Ricardo Nunes

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    Nunes em acontecimento no Secovi

    Campanha Ricardo Nunes

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    Nunes olha para planta de obra pública

    Prefeitura de São Paulo

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    Nunes durante visita à represa Billings

    Prefeitura de São Paulo

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    Nunes cumprimenta paciente em unidade de saúde

    Prefeitura de São Paulo

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    Nunes ao lado dos apoiadores Tarcísio de Freitas e Milton Leite

    Prefeitura de São Paulo

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    Nunes na sala de reuniões do 5º andar do Paço

    Prefeitura de São Paulo

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    Nunes posa para foto com cozinheira

    Prefeitura de São Paulo

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    Nunes dá a mão a funcionária pública no centro

    Prefeitura de São Paulo

     

    Pablo Marçal (PRTB)

    Candidato através do PRTB, o influenciador e empresário Pablo Marçal, 37 anos, decidiu disputar a eleição na maior cidade do país de última hora, com o argumento de que não havia nenhuma candidatura de direita com oportunidade de vitória nas urnas.

    Conhecido em redes sociais por intermédio de suas palestras motivacionais e cursos sobre como ganhar dinheiro, Marçal tem explorado a imagem de empresário bem-sucedido e político conservador com uma campanha intensa e agressiva contra os adversários em redes sociais, onde acumulava mais de 12 milhões de seguidores unicamente no Instagram.

    Mais rico entre os dez postulantes à Prefeitura paulistana, o candidato declarou um patrimônio de R$ 169,5 milhões divididos em aplicações bancárias, empresas e um terreno no condomínio Tamboré, na Enorme São Paulo. Para poder disputar a eleição na capital, ele se mudou para uma casa nos Jardins, bairro nobre da cidade.

    O foco do influencer tem sido atrair os eleitores bolsonaristas, mesmo com o suporte oficial dado por Bolsonaro à reeleição de Ricardo Nunes, a quem Marçal se refere como “candidato de esquerda”.

    Nascido em Goiânia (GO), em abril de 1987, Pablo Henrique Costa Marçal é filho de uma empregada doméstica e de um funcionário público. Antes de virar empresário e fazer sucesso na internet, ele trabalhou como atendente de telemarketing e, em 2010, concluiu sua faculdade de Direito.

    Esta é a segunda vez que ele busca um cargo no Executivo. Nas eleições de 2022, Marçal tentou disputar a Presidência da República através do Pros, mas o partido encerrou desistindo da candidatura para apoiar o presidente Lula..

    A decisão fez com que Marçal se lançasse na disputa por uma vaga de deputado federal, apoiando Bolsonaro para o Planalto. Antes da eleição, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) já havia considerado irregular a decisão do Pros de registrar Marçal como candidato. O influenciador foi eleito e, logo depois de a difusão do resultado, o então ministro Ricardo Lewandowski indeferiu a candidatura, impedindo ele de assumir.

    Apesar do revés, ele seguiu com uma atuação política na redes. Através do menos desde 2022, Marçal oferecia a seus seguidores pagamentos através da replicação de vídeos editados em redes sociais, o que, agora, provocou questionamentos na Justiça Eleitoral por suposto financiamento de postagens com recursos não contabilizados. A prática pode configurar abuso de poder econômico e resultar em mais uma impugnação de candidatura para Marçal.

    Quem é Pablo Marçal, candidato à Prefeitura de São Paulo através do PRTB

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    Pablo Marçal (PRTB) insinua que Guilherme Boulos (PSol) tenha ligação com drogas durante debate à Prefeitura de São Paulo da Band

    Reprodução- Bandeirantes

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    Pablo Marçal ao lado do ex-presidente Jair Bolsonaro

    Reprodução/Instagram

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    Pablo Marçal durante entrevista coletiva depois de o debate da Band em São Paulo

    Renato Pizzutto/Band

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    Pablo Marçal discursa no palanque de Tarcísio de Freitas em 2022

    Reprodução/Instagram

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    João Doria e Pablo Marçal

    Reprodução/Instagram

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    Pablo Marçal (PRTB), Ricardo Nunes (MDB) e Guilherme Boulos (PSol) em debate da Band

    Reprodução- Band

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    O deputado federal Otoni de Paula (MDB-RJ) anuncia Pablo Marçal na Câmara dos Deputados

    Reprodução/Instagram

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    Pablo Marçal é o candidato do PRTB à Prefeitura de São Paulo

    Reprodução

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    Embora sejam adversários na disputa eleitoral em São Paulo, Pablo Marçal e Marina Helena (Novo) já fizeram algumas dobradinhas em debates

    Reprodução/Instagram

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    Marçal junto do deputado Marcel van Hattem (Novo-RS)

    Reprodução/Instagram

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    A deputada estadual bolsonarista Dani Alonso (PL-São Paulo) se diz amiga de Pablo Marçal

    Reprodução/Instagram

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    Pablo Marçal dialoga com o senador Sergio Moro

    Igor Gadelha/Metropoles

     

    Datena (PSDB)

    Depois de desistir quatro vezes de concorrer a vagas no Executivo e Legislativo entre os anos 2016 e 2022, o apresentador José Luiz Datena (PSDB), 67 anos, disputa sua primeira eleição neste ano através do seu 11º partido. Desde 1992, ele já passou por siglas que vão da esquerda à direita, tendo permanecido o maior tempo (23 anos) no PT.

    O candidato chegou ao PSDB em abril deste ano, por intermédio de Tabata Amaral (PSB), em uma costura para que disputasse como vice na chapa que seria liderada através da deputada federal. Em um revés político, Datena anunciou que também sairia como candidato ao cargo de prefeito, tornando-se adversário da até então apoiadora na disputa.

    Em entrevistas, o apresentador tem negado o rótulo de “traidor” de Tabata. Mas poucos dias antes do começo oficial da campanha, Datena deixou escapar que seu objetivo, na verdade, é “ser senador”.

    Nascido em Ribeirão Preto, no interior paulista, Datena iniciou a trabalhar com jornalismo em uma rádio local e depois migrou para a televisão, onde ganhou destaque profissional. Ganhou prêmios na carreira jornalística, como o Vladimir Herzog de Direitos Humanos, com reportagens sobre fome e trabalho infantil.

    Em 1989, Datena foi demitido da TV Globo por ter subido no palanque de Lula durante a eleição presidencial vencida por Fernando Collor de Mello. Depois do episódio, seguiu a carreira com passagens pelas emissoras Band e Record.

    Datena se tornou conhecido por boa parte do povo ao assumir a apresentação de programas policiais. O principal deles, Brasil Urgente, na Band, foi comandado através do apresentador por mais de 20 anos. Ele se afastou da atração em 29 de junho deste ano para entrar na corrida eleitoral.

    Com a saída de Datena, o comando do Brasil Urgente passou para um de seus filhos, Joel Datena. Além dele, o candidato, que é casado, tem outros quatro filhos. O apresentador é o segundo mais rico entre os dez candidatos, com patrimônio declarado de R$ 38,3 milhões.

    Quem é José Luiz Datena, candidato à Prefeitura de São Paulo através do PSDB

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    A deputada federal Tabata Amaral ao lado do apresentador José Luiz Datena e do ministro Marcio França no lançamento da pré-candidatura dela à Prefeitura de São Paulo

    Marcelo Chello/Especial Metrópóles

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    O apresentador José Luiz Datena durante acontecimento de filiação ao PSB, em dezembro de 2023

    Propaganda/PSB

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    Tabata Amaral (a esq.) e Datena (a dir.) durante acontecimento de filiação dele ao PSB

    Reprodução/PSB

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    Datena

    Band/Reprodução

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    Datena junto de Lula, em encontro em São Paulo

    Ricardo Stuckert/Twitter/Reprodução

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    Datena ao lado de Bolsonaro em Brasília

    Metrópoles/Reprodução

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    Guilherme Boulos e José Luiz Datena no Brasil Urgente

    Band/Reprodução

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    Datena

    Reprodução

    Tabata Amaral (PSB)

    A candidata Tabata Amaral (PSB), 30 anos, é uma das duas mulheres que disputam a Prefeitura da capital. Deputada federal em segundo mandato, Tabata chega ao pleito apoiada por grandes nomes de seu partido, como o vice-presidente Geraldo Alckmin e o ministro do Empreendedorismo Márcio França, mas sem conseguir costurar alianças com outras siglas.

    No começo do ano, em uma das tentativas de formar uma coligação para a disputa, Tabata articulou a ida de Datena, até então filiado ao seu partido, para o PSDB. A ideia era que, em siglas separadas, eles formassem uma chapa que teria, entre outras vantagens, mais tempo de TV na propaganda eleitoral. O projeto caiu por terra quando o ex-aliado, e agora tucano, anunciou sua própria candidatura ao pleito. Em entrevista ao G1, Tabata disse que aprendeu em Brasília que “traições são comuns”.

    Criada na Vila Missionária, bairro periférico na zona sul da capital, a candidata diz que teve sua vida mudada depois de ser medalhista da Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas. O episódio rendeu a ela uma bolsa de estudos em um colégio particular.

    Aos 17 anos, ela foi contemplada com uma bolsa integral de estudos na Universidade de Harvard, nos Estados Unidos, onde se formou em Ciência Política e Astrofísica.

    Ao regressar para o Brasil, Tabata fez da educação sua principal bandeira. Depois de passar através da escola do RenovaBR, voltado para formar novas chefias, a ativista se lançou candidata a deputada federal em 2018 e foi eleita com 264 mil votos, sendo a sexta deputada mais votada por São Paulo.

    Tabata se elegeu através do PDT, mas passou dois anos na Justiça lutando para migrar para o PSB depois de uma briga interna desencadeada através do seu apoio à Reforma da Previdência. Através do PSB, ela se reelegeu em 2022 com 337 mil votos.

    A candidatura à Prefeitura de São Paulo neste ano é sua primeira tentativa concorrendo a um cargo no Executivo. Ela tem como estratégia de campanha apresentar sua história pessoal para tentar furar a polarização na disputa entre a esquerda, representada por Boulos, e a direita, que se divide entre Nunes e Marçal.

    À Justiça Eleitoral, a candidata declarou ter um patrimônio de R$ 807 mil – sendo R$ 799 mil relativos a investimentos e R$ 8,5 mil em conta corrente.

    Quem é Tabata Amaral, candidata à Prefeitura de São Paulo através do PSB

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    A deputada federal Tabata Amaral (PSB-São Paulo)

    Gilmar Félix/Câmara dos Deputados

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    A deputada federal Tabata Amaral (PSB-São Paulo)

    Câmara dos Deputados

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    Tabata Amaral discursa

    Myke Sena/Câmara dos Deputados

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    Tabata Amaral foi criada na Vila Missionária, na periferia da zona sul de São Paulo

    Propaganda

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    Tabata Amaral no Roda Viva

    Reprodução

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    Reprodução/ Facebook

     

    Marina Helena (Novo)

    Candidata do Novo à Prefeitura paulistana, a economista Marina Helena chegou à política depois de ter trabalhado com o ex-ministro da Economia Paulo Guedes, no governo Jair Bolsonaro (2019-2022). Na ocasião, ela foi diretora de Desestatização da pasta, um cargo técnico e sem muito espaço nos holofotes.

    Filha de Sérgio Cutolo dos Santos, que foi ministro da Previdência Social no governo Itamar Franco (1993-1994) e presidente da Caixa (1995-1999), ela nasceu em Brasília no dia 10 de setembro de 1980 e foi criada entre a capital federal e São Luís, no Maranhão.

    A candidata do Novo relata ter fugido de casa no Maranhão, aos 13 anos, depois de sofrer um abuso, para viver com o pai em Brasília. Na capital federal, formou-se em economia através da Universidade de Brasília (UnB), mesma instituição por onde concluiu seu mestrado.

    Ela se mudou para São Paulo aos 23 anos, para atuar no mercado financeiro, tendo sido CEO do Instituto Millenium e atuado na gestora Bozano com Paulo Guedes, o que lhe rendeu o convite para trabalhar no governo federal.

    Filiada ao Novo desde 2018, ela é dirigente nacional do partido desde o ano passado. Em 2022, concorreu ao cargo de deputada federal e recebeu 50 mil votos, terminando como primeira suplente do Novo na Câmara. Já neste ano, foi a primeira mulher grávida a anunciar a pré-candidatura à Prefeitura de São Paulo.

    Em março, Marina Helena deu à luz um garoto, fruto de seu casamento com Luiz Guerra, CIO da gestora Logos Capital. O casal também tem uma filha de 7 anos. À Justiça Eleitoral, Marina Helena declarou um patrimônio de R$ 9,7 milhões.

    Quem é Marina Helena, candidata à Prefeitura de São Paulo através do Novo

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    Ex-assessora de Paulo Guedes, Marina Helena se filiou ao Novo em 2018

    Propaganda/Partido Novo

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    Marina Helena durante anúncio como candidata à Prefeitura de São Paulo através do Partido Novo

    Reprodução/Redes Sociais

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    Marina Helena (Novo) foi a 1ª mulher a entrar grávida na disputa à Prefeitura de São Paulo

    Marcelo Chello/Especial Metrópoles

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    Embora sejam adversários na disputa eleitoral em São Paulo, Pablo Marçal e Marina Helena (Novo) já fizeram algumas dobradinhas em debates

    Reprodução/Instagram

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    Marina Helena promoveu um protesto na porta da TV Bandeirantes depois de ter sido excluída do 1º debate entre candidatos à Prefeitura de São Paulo

    Reprodução- Partido Novo

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    Marina Helena e Reynaldo Priell, seu vice na chapa do Novo nas eleições de 2024

    Propaganda/Novo

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    Em 2020, Marina Helena seria a vice na chapa de Filipe Sabará na disputa à Prefeitura de São Paulo através do Novo, mas desistiu

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    Economista, Marina Helena informou imagem de filho “ouvindo”, na barriga, discurso de Milei em Davos

    Reprodução/Instagram

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    Além de Theo, nascido em março de 2024, Marina Helena, do Novo, tem uma filha de 7 anos

    Reprodução/Instagram

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    Propaganda/Partido Novo

     

    Altino (PSTU)

    O socialista Altino de Melo Prazeres Junior (PSTU), 57 anos, chega à disputa através da Prefeitura da capital neste ano depois de perder outras duas eleições, em 2016 e 2022, quando tentou se eleger prefeito de São Paulo e governador do estado, respectivamente.

    Nascido em São Luís, no Maranhão, o candidato migrou para São Paulo na década de 1990. Na capital paulista, formou-se em matemática através da Universidade de São Paulo (USP) e passou a trabalhar como operador de trens do Metrô, estatal paulista.

    Altino foi presidente do Sindicato dos Metroviários por duas vezes e, atualmente, é diretor licenciado da entidade. Em outubro de 2023, encerrou suspenso de suas funções no Metrô depois de participar de uma “paralisação surpresa” com outros colegas. A decisão foi revertida na Justiça e ele foi reintegrado ao posto de trabalho.

    O candidato declarou ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) ter R$ 385 mil em bens, que corresponde à metade do valor de uma casa em seu nome. Altino tem duas filhas e um neto.

    Quem é Altino Prazeres, candidato à Prefeitura de São Paulo através do PSTU

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    Altino Prazeres (PSTU)

    Propaganda / PSTU

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    Altino Prazeres já foi presidente do Sindicato dos Metroviários duas vezes

    Reprodução / Instagram

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    O metroviário Altino Prazeres Jr. (PSTU)

    Sérgio Koei/difusão PSTU

    Bebetto Haddad (DC)

    O empresário Alberto Felippe Haddad Filho, 68 anos, é o candidato do partido Democracia Cristã (DC) na eleição à Prefeitura da capital. Conhecido como Bebetto Haddad, ele foi escolhido para a disputa depois de a desistência do então pré-candidato da sigla Fernando Fantauzzi, pouco antes da convenção partidária.

    Ex-secretário municipal de Esporte, Diversão e Recreação na gestão do ex-prefeito Gilberto Kassab (PSD), Bebetto foi deputado federal por São Paulo entre 1991 e 1995. Em 2010, tentou vaga como deputado estadual e terminou o pleito como suplente. O candidato já passou por outros quatro partidos, incluindo o MDB.

    Nascido em São Luís, no Maranhão, o político migrou para São Paulo em 1970, ainda adolescente. Ele é casado, tem três filhos e dois netos. Ele declarou ao TSE ter R$ 6,93 milhões em bens, entre cotas de uma empresa, três terrenos, um carro e dinheiro em espécie.

    Quem é Bebetto Haddad, candidato à Prefeitura de São Paulo através do DC

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    Bebetto Haddad foi secretário de esportes de Gilberto Kassab

    Divugalção / Prefeitura de São Paulo

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    Bebetto Haddad já foi deputado federal por São Paulo

    Propaganda / Campanha Bebetto Haddad

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    Bebetto Haddad foi secretário municipal de esportes

    Divugalção / Prefeitura de São Paulo

     

    João Pimenta (PCO)

    O Partido da Causa Operária (PCO) lançou João Pimenta como candidato à Prefeitura da capital. Aos 27 anos, ele é o concorrente mais novo a disputar o comando da maior cidade do país nas eleições deste ano. 

    Nascido na capital paulista, João Jorge Caproni Costa Pimenta é filho do presidente do PCO, Rui Costa Pimenta, e já foi candidato a deputado federal por São Paulo em 2022, mas não se elegeu.

    João age como militante político estudantil e coordena a Aliança da Juventude Revolucionária (AJR), um coletivo do PCO. Ele iniciou a estudar jornalismo, mas não se formou. Tem um livro postado, “A Era da Censura das Massas”, escrito junto com o pai.

    Em outubro de 2023, o candidato do PCO foi alvo de uma queixa-crime movida por 27 deputados federais bolsonaristas que o acusaram de “apologia ao crime de terrorismo”, por motivo de um discurso a favor da Palestina, em uma manifestação na Avenida Paulista, área central de São Paulo. 

    João Pimenta disse que os palestinos tinham o “direito de reagir e de resistir por todos os meios necessários” no conflito com Israel. Na eleição deste ano, ele não declarou nenhum bem ao TSE. 

    Quem é João Pimenta, candidato à Prefeitura de São Paulo através do PCO

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    João Pimenta (PCO) é candidato à prefeitura de São Paulo

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    João Pimenta (PCO) é candidato à prefeitura de São Paulo

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    João Pimenta é candidato à prefeitura de São Paulo através do PCO

    Propaganda

    Ricardo Senese (UP)

    Candidato através do Unidade Popular (UP), Ricardo Senese, 37 anos, disputa através da primeira vez um cargo político nas eleições do município deste ano. Metroviário envolvido com o movimento sindical, ele ganhou visibilidade depois de ter sido apreendido em um protesto contra a privatização da Sabesp, em 2023.

    Sua trajetória política iniciou em 2010 no movimento estudantil da Universidade Federal do ABC, onde ocupou o cargo de presidente do Diretório Central dos Alunos. Atualmente, Senese trabalha como operador na estação Barra Funda do Metrô e é dirigente da Federação Nacional dos Metroviários. 

    Senese esteve à frente da greve de 2014, que parou o metrô da capital por cinco dias. Através da atuação, esteve entre os funcionários demitidos durante a paralisação e posteriormente readmitidos depois de uma decisão da Justiça em 2018. 

    Ao TSE, o candidato declarou ter R$ 444 mil de patrimônio, divididos entre R$ 405 mil em aplicação de renda fixa, e um carro Fiat Uno no valor de R$ 39 mil. 

    Quem é Ricardo Senese, candidato à Prefeitura de São Paulo através do UP

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    O operador de transporte metroviário Ricardo Senese (UP)

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    Ricardo Senese (UP)

    Reprodução/Instagram

     

    Fonte: Metropóles

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