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12 de Maio – Conscientização sobre a Fibromialgia

21 de Maio, 2026
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12 de Maio – Conscientização sobre a Fibromialgia
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O uso racional de remédios, importância de abordagens não farmacológicas, monitoramento clínico e tratamento interdisciplinar são os destaques

    A Sociedade Brasileira de Reumatologia (SBR) postou as novas Diretrizes Brasileiras para o Tratamento da Fibromialgia, com foco no monitoramento clínico, uso racional dos remédios e nas abordagens não farmacológicas.
O documento atualiza as recomendações de 2010 e incorpora evidências científicas recentes para habilitar o cuidado de uma das condições reumatológicas mais prevalentes no país.
A fibromialgia afeta entre 2,5% a 3% do povo brasileira, sendo a segunda doença reumatológica mais comum, atrás somente da osteoartrite, e caracteriza-se por dor crônica generalizada, distúrbios do sono, alterações cognitivas e impacto funcional expressivo, com elevado custo social e econômico.
“O manejo eficaz da fibromialgia exige uma abordagem interdisciplinar, contínua e centrada no paciente, uma vez que a síndrome está relacionada principalmente a alterações no processamento central da dor e costuma coexistir com quadros como ansiedade e depressão”, afirma Dr. José Eduardo Martinez, presidente da Sociedade Brasileira de Reumatologia (SBR).
As novas diretrizes recomendam o uso de instrumentos validados para avaliar a gravidade da doença e a resposta ao tratamento, evidenciando ferramentas como o Revised Fibromyalgia Impact Questionnaire (FIQR) e o Fibromyalgia Survey Questionnaire (FSQ), ambos disponíveis em português e amplamente usados na prática clínica.
O documento aponta ainda que dor, fadiga e distúrbios do sono são os principais alvos terapêuticos, mas ressalta a necessidade de considerar também aspectos emocionais, cognitivos, funcionais e metabólicos, como a obesidade, por exemplo.
Entre as estratégias apresentadas com melhor nível de evidência científica, destacam-se a educação do paciente e familiares, considerada fundamental para melhorar adesão ao tratamento, autonomia e qualidade de vida; a realização de exercícios físicos, inclusive programas que combinam atividade aeróbica e treinamento de força, associados à redução da dor e melhora funcional; Terapias psicológicas, como a Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC) e a Terapia de Aceitação e Comprometimento (ACT), eficazes no controle da dor, do sono e de sintomas emocionais; Técnicas de neuromodulação e Acupuntura, recomendadas para alívio da dor, sobretudo no curto período.
Outras práticas complementares como Tai Chi Chuan, exergames (videogames que fazem parte atividade física e exercício corporal), além de aspectos relacionados à espiritualidade e religiosidade, sempre como apoio ao tratamento convencional.
O presidente da SBR, Dr. José Eduardo Martinez, também reforça que o tratamento conduzido por equipes interdisciplinares, envolvendo médicos, fisioterapeutas, psicólogos, educadores físicos, nutricionistas e outros profissionais de saúde, apresenta resultados superiores em qualidade de vida quando comparado ao cuidado exclusivamente médico.
Uso de remédios no tratamento da fibromialgia
Em relação ao tratamento farmacológico, é acordo entre os especialistas que os remédios têm como objetivo principal aliviar sintomas e melhorar a funcionalidade, já que nenhuma medicação separada é suficiente para o controle completo da doença. Entre os fármacos com melhor evidência científica estão a amitriptilina, indicada inclusive para dor e distúrbios do sono, a duloxetina, com eficácia moderada no controle da dor, e a pregabalina, que apresenta benefícios na dor, no sono e na qualidade de vida.
As diretrizes apontam que outros antidepressivos, como os inibidores seletivos da recaptação de serotonina (ISRS), assim como a gabapentina, não possuem evidência científica suficiente para recomendação formal. O documento também é enfático ao não recomendar o uso rotineiro de opioides, anti-inflamatórios, canabinoides, benzodiazepínicos e terapias intravenosas, por falta de eficácia comprovada e risco de efeitos adversos.
A SBR destaca que o tratamento da fibromialgia deve ser integrado e centrado no paciente, combinando terapias farmacológicas e não farmacológicas, com acompanhamento contínuo e metas realistas. As novas diretrizes no Brasil.
Elaboradas a contar de revisões sistemáticas, meta-análises e acordo entre especialistas, as novas diretrizes contribuem para padronizar condutas clínicas e habilitar o cuidado promovido aos portadores de fibromialgia, além de reafirmar o comprometimento da SBR com uma prática baseada em evidências científicas, adaptada à realidade brasileira e focada no cuidado integral do paciente.
A fibromialgia é uma doença autoimune?
Não. A Fibromialgia não é uma doença autoimune. Autoimunidade é um termo usado para designar um grupo de doenças em que o sistema imunológico (de defesa) ataca o próprio corpo. Pretende dizer, o sistema imunológico, responsável por defender o organismo contra bactérias e vírus invasores passa a acreditar que as proteínas das células de diferentes partes do corpo são invasoras e envia células de defesa para atacá-las e isolá-las, destruindo estruturas e causando diferentes sintomas nos pacientes. Dentre a doenças autoimunes estão o Lúpus Eritematoso Sistêmico, a Artrite Reumatoide, a Esclerose Múltipla, o Diabetes tipo 1 e outras.
Quais são os sintomas?
Dor generalizada é o principal sintoma e pode estar presente em vários pontos do corpo;
Fadiga como falta de energia e cansaço excessivos, mesmo depois de dormir muitas horas;
Distúrbio do sono reparador ou profundo;
Sensação de formigamento em mãos e pés;
Dificuldades cognitivas, como problemas para se concentrar por longos momentos de tempo;
Ansiedade e ou depressão podem estar associados.

12 de Maio – Conscientização sobre a Fibromialgia

Fonte: Jornaldomomento

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